segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

je.vous.en.prie.oublie-moi.


no meu sonho, ele estava de partida. eu acho. como sempre. e eu tinha pouco tempo. mas de repente: o caos. as matriarcas da minha família me mostravam um exame. exame de anos atrás. e eu implorava para que elas deixassem isso para lá. eu estava bem agora. mas elas queriam remexer o passado. o meu.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

obrigada.the.wire.










por que voltas toda dia aqui? nesse mesmo bat-blog?

wanna know something about me? just fucking ask, dickhead. your motherfucker chicken.
                                                [bodie, preston. S02E12]
it ain't no shit for you here, man. keep moving. c'mon, moving!

beijo.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

spring.



clap.clap.clap.clap.clap.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

top.of.the.lake.
























ótima série australiana. uma dramaturgia fora do eixo eua - reino unido.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

combinado.




eu te apresento a minha cidade. que não volta. e você me apresenta a sua. resposta.

domingo, 3 de novembro de 2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

você.não.sabe.mas...


deixei o caminho livre para você penetrar meus cabelos na selva da minha nuca. desmatei-me por ti. e quando estou muito tempo sozinha, fico imaginando como te esgotar. e como eu poderia ser abundante nas minhas investidas contra você. sobre você.

e assim, de repente, eu governo. serpenteando no teu corpo e te envolvendo nas minhas trinta e uma mãos. você nem tenta escapar. seguro suas pernas e você é tão, tão pequeno. fresco.

estou no comando com propriedade e não por um acordo qualquer.

e quando fico sob, não respiro. é exatamente onde quero estar. duvido se o desejo é concomitante. logo passa. é só minha voz íntima privilegiando um lado.

alguns quilômetros distantes, eu sinto ser levada pelo meu ventre.

você que me faz querer ser a iniciativa. e clamar por ela.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

o breu. o silêncio. a espera.





Eu posso engolir você só pra cuspir depois,
Minha forma é matéria que você não alcança
Desde o leite do peito de minha mãe, até o sem
Fim dos versos, versos, versos, que brota do
Poeta em toda poesia sob a luz da lua que deita
Na palma da inspiração de caymmi, se choro, quando
Choro e minha lágrima cai é pra regar o capim que
Alimenta a vida, chorando eu refaço as nascentes
Que você secou.
Se desejo o meu desejo faz subir marés de sal e
Sortilégio, vivo de cara pra o vento na chuva e
Quero me molhar. o terço de fátima e o cordão de
Gandhi, cruzam o meu peito.
Sou como a haste fina que qualquer brisa verga
Mas, nenhuma espada corta.


Magnífico.

domingo, 13 de outubro de 2013

um.cara.para.um.café.


depois que me mudei, fico explorando a região a procura de cafés e padarias que tenham uma mesa com as características perfeitas. espaços que sejam menores, menos povoados. que sirvam um bom café. que tenham uma meia-luz. achei alguns. hoje, em especial, encontrei meu favorito até agora.

fico pensando que ele não gostava de ir comigo a um café. ele não era muito fã de café, mas não era por isso. era porque depois de dez minutos na mesa, eu enveredava para algum assunto social. irritantemente. e nós podíamos concordar ou discordar, não importa. o que era insuportável mesmo era eu dialogando comigo mesma.

eu reconheço isso. e agora que as coisas, em parte ao menos, terminaram; não sei o que quero fazer com isso. não sei se quero mudar exatamente.

mas daí aparece o outro ele e esse outro quer ir ao café comigo. e me ouvir. mas agora, eu hesito. eu não quero que ele queira ouvir só porque ainda não sabe o quão insistente eu posso ser sobre um assunto. e se ele não sabe, não quero que tome tudo pela metade. 

ainda converso com o primeiro ele e as conversas são muito boas, porque meu intelecto não o intimida e porque ele sabe que vivo uma constante construção de um modo bem consciente.

o outro não sabe disso. acha que eu consulto as paginas da grande enciclopédia empoeirada que eu achei numa estante esquecida da biblioteca da escola de freiras quanto tinha dez anos e engoli sem ninguém ver.

ainda que eu vomite algumas letrinhas...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

belezura.canadense.




quanto mais o assisto, mais me pergunto porque ele não se aposentou na virada do século.

domingo, 8 de setembro de 2013

art.history.



















continuo achando-o provocador.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

viagem.




















de volta para casa.

sábado, 31 de agosto de 2013

domingo, 25 de agosto de 2013

resumo.das.coisas.mais.interessantes.que.ouvimos.até.agora.


seu filme é sobre violação de privacidade.

ele não é um filme de roteiro, no sentido dos pontos programados, meticulosos. ele flui. é orgânico.

aquela cena não precisava ser tão longa.

deficiência não redime ninguém.

eu me senti cúmplice.

repugnante.

machista.

ela tem seus motivos.

o filme se faz filme justamente porque aquela cena foi esgarçada no tempo.

ela foi embora. é claro que ela não foi embora.

não me identifiquei com ninguém.

foi por causa do filho.

não é meu tipo de filme.

queria não ter me identificado com ninguém.

deveria ser um longa.

foi tudo combinado.

:)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013


o meu sonho de consumo é uma torradeira. 

é verdade.

daquelas boas.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

gosto.do.meu.gosto.


ela teve um affair rápido com um cara de outra cidade. diretor. um ano e meio depois, ela recebe um link. sua respiração se perde por alguns segundos. o filme novo dele. na introdução, uma gravação. ela conhece aquele diálogo. só a voz dela fora trocada pela de uma atriz. tudo muito estranho. assustador. gelado.

agora eu sei o quão bizarro é o que eu faço quando escrevo.

perdoe-me aí quem tiver que me perdoar.

terça-feira, 16 de julho de 2013

escrever.para.uma.mulher.


escrever para alguém é sempre uma monstruosidade. para uma mulher, então... fico olhando os videos que a diretora me mandou. tentando descobrir quem é essa pessoa. logo desisto. é possível saber mais de alguém pela sua obra, claro. mas conhecer, não. nunca.

penso que preciso só achar algo em comum com ela. ela me diz que quer falar de rituais de passagem, do tempo e de terceiros numa relação. eu penso: porra, eu falo disso! mas não acho conexão alguma. 

daí percebo que ela fala sobre a mesma coisa, porém os idiomas são distintos. as letras dela tem uma certa... leveza. o sangue é de anilina com maizena e água.

as minhas?  

não.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

domingo, 23 de junho de 2013

duelo.


um amigo meu de faculdade, aparecia numa especie de sala de aula de jardim de infancia. eu estava ali esperando, sentada numa mini-cadeira. pela janela da sala, via-se o parque e os brinquedos. aparentemente todos da minha sala iam se formar. eu aguardava algum documento final a ser assinado. ele entrou pela sala quase vazia, assinou o que tinha que assinar (sem me olhar ali no canto) e ia saindo. mas antes disso, foi até minha cadeira, debruçou-se, cheirou meu pescoço, esfregou seu rosto no meu rosto e me entregou uma espécie de envelope. depois saiu. foi um misto estranho de surpresa e excitação. [ele é atraente, mas desde o primeiro ano do curso me tratara com distanciamento].

abri o envelope aturdida. eram fotos, imagens, desenhos, relatos, todos relacionados à infancia dele. afeto. eu me apaixonei perdidamente por ele naquele instante. avalanche. pergunto-me porque ele esperou cinco anos para me entregar tudo isso. logo no ultimo dia de aula/escola/faculdade. agora, não mais o verei. ou sei lá. aquilo tudo me parecia muito forte para deixar para lá. eu continuo me perguntando por que ele demorou tanto tempo. e estou presa nesse ciclo repetitivo. ele não está mais lá.

--  --  --  --  --  --  --  --

entro na sala de aula de jardim de infancia. assino os papeis. estou formada. vou saindo e vejo uma menina ali no canto, numa cadeira pequena, quieta e resignada. aproximo-me dela e a reconheço. toco-a e entrego-lhe um envelope com as minhas memórias numa espécie de mensagem apaziguadora. ela está sozinha, mas vai ficar tudo bem. eu saio. ela fica. ela abre o envelope e encontra fotos, imagens, desenhos, relatos, todos relacionados à sua própria infância. indaga-se porque demorou tanto tempo para se aceitar. porque é tão difícil admirar-se. [ela é legal, mas desde o primeiro ano sentira-se à margem].

continuo me perguntando por que demorou tanto tempo. 

posso me mover que a menina vai continuar sentada lá.

sábado, 1 de junho de 2013

o.menino.vadio.



ganhei a segunda parte dessa música de presente. 

quem és tu?

quem é esse que passa dias sem se manifestar, madrugadas enterrado nas lentes objetivas do trabalho e então, de súbito, não dorme, tem febre, quebra o vidro e manda uma declaração? quem é esse que de repente, dorme acompanhado, e que sonha que não está ali, mas quando a amante levanta-se para vestir as botas, surpreende-lhe e a prende pelos braços, implorando para que fique? quem é esse que não lhe conta como foi o dia, trava suas pernas em meio as delas e não a deixa sair por dez horas seguidas e logo, lhe mete uma carta confidencial na bolsa contando detalhes escondidos pela rotina? quem é esse que insiste fervorosamente em dar prazer e depois, não sei, esquece que essa é uma ação feita por dois? quem é esse que fala no tom, sorri quando deve, faz-se sério também e que num ímpeto, roga misericórdia e suplica que lhe cuidem agora, nesse exato momento?

ai, todas essas fantasias. e as Fantasias.

já é tarde demais. estou atolada no mistério da tua identidade.

e tu não vais crescer da noite para o dia.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

fim.do.inverno.


Naquele instante, como se fosse um fogo silencioso, espalhou-se nele uma alegria intensa e penetrante como não sentia desde que fora ferido no ombro no combate a leste do Kineret, uma alegria impetuosa e insuportavelmente doce penetrando de minuto em minuto como um vinho forte e preciso cada célula do seu corpo, até a extremidade de seus nervos, com um agradável tremor nos joelhos, uma morna contração na garganta, uma onda ardente no peito, até que os olhos se encheram de lágrimas por causa da alergia, alergia de uma felicidade aguda, cortante, porque compreendera num instante para onde estava indo agora e onde o esperavam havia muito tempo, que lugar o aguardava, e por que levava seu equipamento militar e sua arma, e por que para o sul, além das montanhas e do deserto, lá, dizem as lendas, há um lugar de onde ninguém voltou vivo, e ele voltará vivo e ardente, vivo e ébrio de vitória e voará nas asas das águias para além do mar depois de voltar dessa jornada obrigatória que clama por ele desde o mais fundo da sua alma. Já havia muito tempo sentia ser sua missão ir sozinho, cruzar a fronteira, esgueirar-se das emboscadas inimigas, contornar os beduínos sequiosos de sangue, chegar a Petra e ver a rocha vermelha. E só depois disso sair para o grande mundo e conquistar cidades estranhas.

sábado, 25 de maio de 2013

wanessa.meu.amor.decida-se.

ou você não tá nem aí.



ou você não vive sem o cara.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

uma.história.simples.


o copo não é o mais importante, o mais importante é o que se diz entre um copo e outro.

agnon, o ilustre.

sábado, 11 de maio de 2013

3:42




But I
won't follow you
into the rabbit
hole
I SAID I WOULD
but then I saw
your shivered bones
THEY DIDN'T WANT ME TOO.

terça-feira, 7 de maio de 2013

oh.yes.





I wanna settle down
I wanna settle down
Won't you settle down with me?
Settle down

We can settle at a table
A table for two
Won't you wine and dine with me?
Settle down

I wanna raise a child
I wanna raise a child
Won't you raise a child with me?
Raise a child

We'll call her Nebraska
Nebraska Jones
She'll have your nose
Just so you know

I wanna settle down
I wanna settle down
Won't you settle down with me?
Settle down

Run from Angela Vickers
I saw her with you
Monday morning small talking on the avenue
She's got a fancy car
She wants to take you far
From the city lights and sounds deep into the dark

Star so light and star so bright
First star I see tonight!
Star so light and star so bright
Keep him by side!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

domingo, 28 de abril de 2013

uma.mulher.sem.honra.




















bela surpresa o anna karenina.

afiado e amolado suficiente para cortar todas as fibras do miocárdio.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

the.pig.training.


video


próximo episódio da minha personagem.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

swag.




use earphones or speakers for best sound.

domingo, 14 de abril de 2013

teima.tema.




podia ouvir esse tema em looping. nas segundas pela manhã. ou nos domingos noturnos. ontem à noite, ouvia suas aventuras. hoje, não. não quero mais. não quero sua agenda. seus horários. suas notas fiscais. 

quero o urrar do amor violento que você insinuou. deu a entender. mas deixou escoar.

pobre garoto. garota teimosa.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

daí eu disse que minha maior inclinação em vida rumo ao romantismo foi mudar de lugar no ônibus para que um casal sentasse junto.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

culpa.


ela diz que ele faz ela querer apreender todo o resto com a mesma fúria e vida. ele responde que para ele é bem o contrário. quando está longe dela, tudo parece meio estacionado. que ele se esforça para atacar tudo de frente. 

a moça pede um gole e pensa "tô com medo de me apaixonar por ti". a moça prova o gosto dele, mas só fala: saúde.

perdão pelo erro na medida, dionísio.

terça-feira, 9 de abril de 2013

linha.fina.

























quando se é tão fã do diretor que, escrever para ele se torna impraticável.

domingo, 7 de abril de 2013

aqui.acolá.



























tava tudo bem legal lá e aí eu tô de volta metida em três trabalhos simultâneos com prazos inumanos. 

arrependida? de jeito nenhum.

há somente um unico lugar na terra do qual eu nunca quero me mudar.

minha imaginação.

domingo, 31 de março de 2013

elsker.dig.for.evigt.


de páscoa: filmografia completa da suzanne bier.
bem, bom, tudo bem. sem reações alérgicas até o momento.

sexta-feira, 29 de março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

domingo, 10 de março de 2013

meu.rifle.meu.ponei.e.eu.



obra prima de cinquenta e nove, do hawks. um filme sobre os marginais e seus destinos.

sexta-feira, 8 de março de 2013

bala.de.coco.



digo que vou ficar fora um mês, ele pega meu cabelo - mais curto do que nunca - e não me deixar ir.

pronto: não há continuidade.


quarta-feira, 6 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

o.corpo.dele.no.meu.


ele pedia todas as vezes para ela dormir lá. ela nunca aceitava. no dia que aceitou, ele riu e a chamou para jogar video game. depois de ganhar três vezes dela, ele desligou tudo e abriu uma pasta. disse que quando sua irmã estava no exterior, ele lhe mandava uma foto de infância por dia. então, ele mostra as fotos. uma atrás da outra. muitas. descreve rapidamente cada uma delas. ele sempre pequeno. em diversos lugares, em diversas posições, muitas com o pai e a mãe, a maioria com a irmã.

e é assim. de súbito, ela se pergunta porque está ali. por uns segundos, ela olha aquelas fotos e quer se comover (como acontecera uma outra vez, quando se apaixonou e a pessoa queria lhe mostrar seu mundo). mas não consegue. sente um misto de inveja, monotonia e medo. aquela infância feliz, junto das pessoas que ele ama. infância intocada.

ela tem vontade de chorar porque é claro que não teve uma infância assim e ali, ocupa o lugar comum de odiar em variados níveis a todos que a tiveram. a ele, também. quer incinerar todas aquelas lembranças e se transformar em único objeto de amor dele. da cronologia toda. doentemente feliz. ele ama quem não o conhece. sua irmã o telefona todas as vezes que fica sabendo de um curso novo sobre um diretor de cinema x; pensando ser esse seu diretor favorito. ele não gosta desse diretor. confessa-me isso. eles estão tendo o melhor sexo de suas vidas há aproximadamente um mês e ele lhe diz que verdadeiramente detesta aquele diretor. mas sua irmã está certa de que é seu predileto.

a infância é uma mentirinha contada por um trovador imaginário. e ainda que nos formemos a partir dela, quase que exclusivamente; isso só corrobora a tese de que carne, osso e sangue são um prurido de inverdades. 

minto, sim!

escrever é caluniar. omito. nossos corpos são base para ficção.
a memória, só mais uma narrativa de má qualidade.

sábado, 2 de março de 2013

queria.ser.eu.de.hoje.há.cinco.anos.atrás.



Twenty Years Later I Make a Realization About Her Shampoo

What do you smell,
the winemaker asks,
and I hesitate to answer
because it’s an old girlfriend
and weekends in her studio apartment,
milk carton bookshelves
and cracked walls and ceilings
whose stains we pretended formed maps
of countries like Mythica and Fornucopia.
He waits politely
but you can’t say
you smell a lover,
broken plaster,
old jokes,
a life you used to have.

Finally, he suggests,
Grapefruit?
and I realize, yes,
that’s it,
the nape of her neck,
her ears, her hair.
Grapefruit.

[Joe Mills]

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

jump!



jesus abençoe esses meninos da africa do sul.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

você.não.é.o.cara.para.jogar.esse.jogo.




i know. i know. i know. you ain't the one to play the game.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

roe.dor.





o corpo descompassado na rua deserta. a avenida principal em retiro. a noite preenche as quinas mal acabadas e os tijolos carcomidos. minhas ancas estão quase inteiramente coesas. percebo pelas batidas incessantes no pavimento. olho para a distância que me separa do farol. lá no fim, onde iria.

os ruídos de animais menores, transitando debaixo de mim, vazam pelos bueiros. a cidade escura me deixa estalando. alerta. sou esses roedores. trêmula, hesitante, incerta. mas uma coxa atropela a outra e o asfalto irregular me seduz. não sei ao certo qual mosaico quero molestar. nada está cimentado.

o vento quase lúdico faz a curva na minha nuca. então, na cintura descoberta. atiça-me a tombar. inspiro com força o úmido da origem. convidando-me à-ventura. não há buraco o bastante nessa cidade para impedir meu trânsito.

você. de novo, você.

você é minha noite em são paulo.

não há lei de outdoor que te leve essa mensagem.




sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ontologia.desse.blog.























ou.como.ultrapassar.as.fronteiras.(in)visíveis.

domingo, 13 de janeiro de 2013

só.uma.dúvida.


o que define a linha entre uma decisão adulta, madura e uma simplesmente covarde?

sério mesmo, diz aí. o que?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

sobre.a.incomparável.relevância.da.arte.moderna.



os.poderes.


eu poderia ser a menina bacana, educada, vestida elegante, que come com os três garfos, ri baixo e sorri discretamente ao comentário preconceituoso que seu tio faz. e assim o faria, facilmente. poderia ser a menina com opinião, sensata mas aplicada, vestida urbanamente, que conhece de cafés e já viajou. que no fim do mês fez outra tatuagem de bom gosto. eu poderia ser a santa, delicada, charmosa, à la boneca. sentada de pernas cruzadas e subindo as paredes do teu quarto à meia-noite. poderia ser a artista, imprevisível, sensível, nada boring, que ri com vontade e te apresenta a obras pouco conhecidas. eu poderia ser maternal, cuidadosa, te levar na roda-gigante, dizer o que é bom para você e acertar. poderia ser blasè, melancólica, conhecer de cigarros e saraus, tomar anti-depressivos, indiferente às conquistas minhas e alheias; usar a lingerie mais incrível do mundo, da sua cor favorita. poderia ser possessiva, grudenta, te conhecer muito e profundamente e com um olhar entender que aquele jantar está um lixo. te arrastaria para casa e...eu poderia ser teu porto seguro, onde você chega. para quem você liga ou manda emails às três da manhã. para quem você euforicamente mostra teu último trabalho. poderia ser animada, otimista, fã da cerveja e conversa de bar. usar vestidos rodados e gostar de mpb. eu poderia ser bruta, direta, honesta - uma árvore. ganhar presentes e resmungos da tua família. poderia ser misteriosa, observadora, deixar minhas opiniões no ar, usar roupas de corte reto e óculos, ler mais do que você. poderia ser livre, espontânea, te acordar de madrugada e te levar para a praia. recitar um poema, fazer um pacto de sangue. tirar tua roupa no acostamento da estrada. poderia ser atlética, tranquila. te manter disposto, fazer você gostar da vida, dos caules e dos narizes de pequenos animais. eu poderia ser vaidosa, cheirosa, um pouco manipuladora, mas extremamente atraente, com um senso de humor apurado. eu poderia ser workaholic, independente, segura, te convidar para um menàge. segurar você no colo quando chover no teu peito. eu também poderia ser romântica, acreditar na nossa relação, querer ter seu sobrenome, te perdoar por ser humano, celebrar nossas diferenças. eu poderia ser pragmática, determinada, não saber o que é uma crise; indomada. ser leal  a ti até meus ossos. e assim o faria sem dificuldade. até quando quisesse.

não me interessa quem você possa ser. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

meu.primogênito.



maria.do.meu.coração.


meu nome é giulietta e eu presenteio meus amigos aniversariantes com cenas. algum problema?